A obra de alargamento da orla de Itapoá, considerada a maior do tipo já realizada no Brasil, já ultrapassou a metade da execução prevista. A intervenção, que utiliza sedimentos retirados da dragagem do canal de acesso da Baía da Babitonga, avança em ritmo contínuo no litoral Norte de Santa Catarina.
Segundo o monitoramento do projeto, mais de 5 quilômetros dos cerca de 8 quilômetros de praia previstos já receberam intervenções. Em volume, aproximadamente 2,75 milhões de metros cúbicos de areia foram depositados na orla, o que representa 57% da execução total, estimada em 5,8 milhões de metros cúbicos.

O projeto é inédito no país, pois marca a primeira vez em que sedimentos provenientes de uma dragagem portuária são reaproveitados diretamente para a recuperação da faixa de areia de uma praia. A medida une proteção costeira, sustentabilidade ambiental e ganhos estruturais para a região.
A obra faz parte do conjunto de intervenções ligadas à dragagem da Baía da Babitonga, realizada por meio de uma parceria público-privada entre o Porto de São Francisco do Sul e o Porto Itapoá. O investimento total é de R$333 milhões.
O projeto prevê a retirada de 12,5 milhões de metros cúbicos de sedimentos do canal de acesso ao complexo portuário, ampliando a profundidade de 14 para 16 metros, o que permitirá a entrada de navios de maior porte.

Parte do material retirado é destinada ao engordamento da orla de Itapoá. Outra parcela, estimada em cerca de 6 milhões de metros cúbicos, é depositada em alto-mar, em uma área autorizada pelo Ibama, conhecida tecnicamente como “bota-fora”.
Com a conclusão da dragagem, a Baía da Babitonga deverá se tornar o primeiro complexo portuário do Brasil apto a receber embarcações com até 366 metros de comprimento, operando com carga máxima. O impacto esperado vai além da logística portuária, refletindo também na proteção da orla e na valorização do litoral de Itapoá.
Os trabalhos contam com o uso da draga Galileo Galilei, equipamento de sucção com auto transporte, construído em 2020. A embarcação ganhou notoriedade após atuar no alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú e já percorreu diversos trechos do litoral brasileiro.
Na prática, a draga suga a mistura de areia e água do fundo do mar, armazena o material em seu compartimento interno e o transporta até a tubulação instalada na praia, onde ocorre a distribuição. Até o momento, o equipamento já realizou 265 ciclos de operação.
A previsão é que tanto a dragagem quanto o alargamento da praia sejam concluídos no segundo semestre de 2026, consolidando uma das maiores intervenções ambientais e de infraestrutura costeira já realizadas no país, com reflexos diretos para Itapoá e toda a região.
