PF apreende cerca de 100 kg de cocaína em navio que partiu de Itapoá

A Polícia Federal apreendeu cerca de 100 quilos de cocaína na sexta-feira (26) durante uma operação realizada no Porto de Santos, em São Paulo. A droga estava oculta na estrutura submersa de um navio que havia partido do Porto de Itapoá, no Litoral Norte de Santa Catarina.

policia-federa-porto-de-santos
Foto: Polícia Federal

De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Federal, a embarcação tinha como destino final o porto de Port Elizabeth, na África do Sul, caracterizando uma rota de tráfico internacional de drogas por via marítima.

A ação contou com o apoio da Marinha do Brasil e da Guarda Portuária, que auxiliaram na inspeção da embarcação e na retirada do material ilícito.

Droga estava escondida na parte submersa do navio

Durante a fiscalização, os agentes localizaram a droga fixada na estrutura submersa do casco, método frequentemente utilizado por organizações criminosas para tentar burlar os sistemas de controle portuário e aduaneiro.

Após a retirada, o entorpecente foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Santos, onde será submetido às perícias técnicas necessárias.

Inquérito vai apurar autoria do crime

A Polícia Federal informou que foi instaurado inquérito policial para apurar a autoria e as circunstâncias do crime. O objetivo é identificar os responsáveis pelo envio da droga e a possível atuação de uma organização criminosa envolvida no tráfico internacional.

Até o momento, não houve divulgação de prisões relacionadas à ocorrência, e as investigações seguem em andamento.

Operação reforça fiscalização em rotas marítimas

Segundo a PF, a apreensão reforça o trabalho integrado e especializado das forças de segurança no combate ao tráfico internacional de drogas, especialmente em rotas marítimas que utilizam portos brasileiros como ponto de saída para outros continentes.

O Porto de Itapoá é um dos principais terminais de cargas do Sul do país e opera rotas internacionais regulares, sendo constantemente monitorado pelos órgãos de fiscalização federal.