Uma paralisação envolvendo cerca de 200 motoristas que atuam no transporte interno de cargas no Porto Itapoá marcou a manhã desta quinta-feira (29). O movimento suspendeu temporariamente os serviços de frete dentro do terminal e está relacionado a um impasse nas negociações sobre reajuste nos valores pagos pelo transporte.
De acordo com o Sinditac (Sindicato dos Transportes Autônomos de Carga e Contêineres em Geral de Navegantes e Região), os caminhoneiros reivindicam um reajuste de 24,68% no frete interno, percentual que, segundo a categoria, busca compensar o aumento dos custos operacionais acumulados nos últimos meses.

Custos elevados motivam mobilização
Entre os principais fatores apontados pelos motoristas estão o encarecimento do diesel, despesas com manutenção dos veículos, pedágios e outros custos logísticos que impactam diretamente a atividade. O sindicato afirma que, diante desse cenário, os valores atualmente praticados não acompanham a realidade econômica da operação.
A paralisação ocorre de forma organizada e pacífica, com concentração dos caminhoneiros nas áreas do complexo portuário.
Segurança acompanha o movimento
A mobilização desta quinta-feira conta com o acompanhamento da Polícia Militar e da segurança municipal, com o objetivo de garantir a ordem e a segurança no entorno do Porto Itapoá, tanto para os trabalhadores quanto para quem circula pela região.
O Sinditac também informou que reivindicações semelhantes devem ocorrer em outros portos de Santa Catarina, com possibilidade de novas mobilizações previstas para os próximos meses, especialmente em abril.
O que diz o Porto Itapoá
Em nota oficial, a administração do Porto Itapoá informou que a manifestação dos caminhoneiros não provocou impactos diretos nas operações portuárias até o momento. O porto ressaltou ainda que as negociações relacionadas ao frete interno acontecem diretamente entre os caminhoneiros autônomos e as transportadoras ou empresas da retroárea responsáveis pela contratação do serviço.
Segundo a administração, não há relação direta entre o impasse e as atividades operacionais do terminal, que seguem funcionando normalmente.
