Santa Catarina tem ampliado sua presença no comércio exterior e hoje ocupa a segunda posição entre os estados brasileiros que mais importam produtos da China. Em 2023, o volume chegou a cerca de US$11,7 bilhões, ficando atrás apenas de São Paulo.
Os dados mais recentes apontam que o estado respondeu por uma fatia significativa das compras brasileiras do país asiático, reforçando o peso catarinense na relação comercial entre Brasil e China, que já se mantém como principal parceria internacional desde o fim dos anos 2000.
O levantamento mostra que há forte concentração geográfica nas importações. Juntos, os cinco estados que mais compram produtos chineses somam mais de 70% do total nacional. São Paulo lidera a lista, seguido por Santa Catarina, enquanto Amazonas, Paraná e Minas Gerais completam o ranking.

O crescimento do comércio bilateral tem sido consistente nos últimos anos. Entre 2019 e 2023, as importações brasileiras vindas da China avançaram em ritmo médio superior a 10% ao ano. Mesmo com oscilações econômicas, o país asiático segue como principal fornecedor de bens ao mercado brasileiro.
Além das importações, a China também mantém forte presença nas exportações brasileiras. Em 2024, respondeu por uma parcela expressiva das vendas externas do país e por grande parte do superávit comercial nacional, demonstrando o peso estratégico dessa relação.
No perfil dos produtos importados, há grande diversidade. Itens de maior valor agregado ganham espaço, como equipamentos industriais, componentes eletrônicos e veículos. O avanço dos automóveis eletrificados chama atenção, com crescimento acelerado nos últimos anos impulsionado por modelos híbridos e elétricos.
Para Santa Catarina, esse cenário reforça o papel do estado como polo logístico e industrial. A presença de portos estruturados e corredores de importação consolidados ajuda a explicar o volume expressivo de mercadorias vindas da Ásia, com reflexos diretos na economia regional e nas cadeias produtivas locais.
O desempenho também impacta o Norte catarinense, onde complexos portuários e polos industriais contribuem para a movimentação de cargas e consolidam o estado como uma das principais portas de entrada de produtos importados no país.
