Quem passa pela região do Saí-Mirim já começa a perceber mudanças importantes no cenário. A abertura de um novo acesso ao mar em Itapoá avançou com a retirada de cerca de 30 mil metros cúbicos de sedimentos durante a dragagem realizada no local.
A intervenção faz parte de uma obra maior que vem sendo acompanhada de perto por moradores, principalmente pela expectativa de melhorar tanto a navegação quanto o escoamento das águas na região.
O que está sendo feito na prática
A dragagem aconteceu no trecho do rio Saí-Mirim que liga o canal até o mar, justamente onde foi estruturada a nova barra. Na prática, o trabalho consiste em retirar areia e outros materiais acumulados no fundo do rio para aumentar a profundidade e permitir melhor circulação da água e de embarcações.
Com isso, a nova abertura ao mar tende a facilitar a saída das águas do rio, o que pode ajudar a reduzir riscos de alagamentos em períodos de chuva mais intensa.
Além disso, a antiga foz do rio, localizada mais ao Norte, deve ser fechada com o próprio material retirado da dragagem.
Canal entre molhes ganha nova função
A nova barra está sendo formada entre dois molhes — estruturas de pedras construídas para direcionar o fluxo da água e proteger a entrada do canal.
O espaço entre essas estruturas forma um canal de navegação com cerca de 40 metros de largura, que passa a ser o novo ponto de ligação entre o rio e o mar.
Para quem vive na região, isso significa uma mudança direta na dinâmica do local, tanto no visual quanto no funcionamento natural das águas.
Investimento e cronograma
As obras dos molhes começaram ainda em 2024, com investimento de aproximadamente R$ 16 milhões. O molhe Norte já havia sido concluído anteriormente, e o molhe Sul foi finalizado recentemente, permitindo o avanço da dragagem.
Agora, com essa etapa praticamente concluída, a expectativa é pela inauguração oficial da nova barra no dia 30, em evento previsto pela Prefeitura.
O que muda para Itapoá
Mais do que uma obra de engenharia, a abertura desse novo acesso ao mar pode trazer impactos diretos para a cidade:
- melhora no escoamento das águas do rio
- redução do risco de cheias em algumas áreas
- melhores condições para navegação local
- reorganização da dinâmica costeira na região
Para moradores e pescadores, por exemplo, a mudança pode influenciar diretamente o dia a dia.
