Uma cena cada vez mais comum em Itapoá, e em boa parte do país, está com os dias contados. Proprietários e condutores de motos elétricas terão cerca de 45 dias para se ajustar às exigências da legislação de trânsito.
Esses veículos, que funcionam com eletricidade ou tração humana, ajudam a desafogar as ruas e oferecem uma alternativa mais silenciosa e econômica. Mas, quando usados fora das regras, acabam trazendo o efeito contrário. É o que se vê em ciclovias, ciclofaixas e até calçadas, onde a convivência entre pedestres, bicicletas e motos elétricas fica cada vez mais difícil.
A adequação, portanto, não é apenas uma formalidade legal. É uma medida de segurança e de convivência urbana, indispensável em espaços compartilhados que se tornaram parte da rotina da cidade.
Mudança nas ruas: novas regras começam em 1º de janeiro de 2026
A nova regra também deixa claro o que será obrigatório daqui para frente. Capacete, habilitação e placa passam a ser itens indispensáveis para quem conduz ciclomotores.

Pela definição de trânsito, ciclomotores são veículos de duas ou três rodas que podem ser elétricos ou, em alguns casos, ainda funcionar a combustão. Eles têm até 4 mil watts de potência e são projetados para não ultrapassar 50 km/h de velocidade máxima.
A partir de 1º de janeiro de 2026, a circulação de ciclomotores deve ganhar uma nova ordem nas ruas, avenidas, ciclovias e ciclofaixas de Itapoá. A expectativa é de um trânsito mais organizado, com regras claras e maior segurança para quem compartilha esses espaços.
Com as exigências atualizadas, a fiscalização também terá mais condições de atuar. Veículos sem placa, condutores sem capacete ou sem habilitação específica poderão ser multados e até ter o ciclomotor apreendido, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro. A mudança reforça a necessidade de adequação de quem utiliza esse tipo de veículo no dia a dia.
Condutores com CNH
Para conduzir esses veículos, será necessário ter Categoria A, a mesma habilitação exigida para motos, ou a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC), que é um processo mais simples e específico para esse tipo de veículo. A regra vale para todos os ciclomotores, independentemente da potência.

Outro ponto importante é a circulação. Esses veículos não podem trafegar em ciclovias e ciclofaixas, algo que já é proibido, mas ainda muito desrespeitado em várias regiões da cidade. A orientação agora ganha mais peso com as novas exigências.
Fique atento. Fique de olho.
