A obra de alargamento da Praia de Itapoá, integrada ao maior projeto de dragagem atualmente em andamento no Brasil, segue em ritmo acelerado desde o início das operações, em outubro.
Com previsão de 13 meses para conclusão, a intervenção já transformou significativamente a paisagem do Pontal do Norte e avança em direção às demais faixas da orla.
Segundo informações técnicas apresentadas no boletim mais recente da obra, o alargamento já ultrapassou 2,1 milhões de metros cúbicos de areia depositada ao longo da praia, cobrindo cerca de 3.200 metros de extensão. Isso representa aproximadamente 35% do total previsto para esta etapa.

Objetivo: recuperar a linha costeira de 1979
O projeto utiliza parte dos sedimentos removidos do fundo da Baía da Babitonga, material oriundo do aprofundamento do canal portuário que atende Itapoá e São Francisco do Sul. A decisão de reaproveitar parte da areia na recuperação da orla surgiu durante a análise ambiental do empreendimento.
A proposta técnica é clara: reconstruir o perfil da praia registrado em 1979, quando a faixa de areia era significativamente mais larga antes dos sucessivos episódios de erosão costeira que marcaram as últimas décadas.
Maior dragagem em execução no país
Ao todo, a dragagem autorizada prevê a retirada de mais de 12 milhões de metros cúbicos de sedimentos.
Metade desse volume deve ser utilizada no alargamento da orla de Itapoá; o restante será destinado ao bota-fora oceânico, área aprovada para descarte em mar aberto.
Apesar de não ser a maior dragagem da história do Brasil, especialistas afirmam que ela é, hoje, a maior obra de dragagem em andamento no país.
Trechos contemplados
- Pontal do Norte — ponto inicial e maior receptor de sedimentos
- Princesa do Mar — também contemplada com o material dragado para o engordamento da orla.
- Figueira do Pontal — trecho portuário
Outras etapas ainda serão executadas após o término do depósito de areia, como:
- conformação e estabilização das dunas
- replantio da vegetação de restinga
- análise sobre a instalação de um banco de contenção submerso
Conclusão prevista já para o primeiro semestre de 2026
Pelo ritmo atual, a fase de alargamento pode ser concluída entre o final do primeiro semestre e o início do segundo semestre de 2026.
O avanço da obra tem chamado a atenção de outros municípios da região que também enfrentam erosão costeira. Barra Velha e São Francisco do Sul estudam intervenções semelhantes, enquanto Itapoá já discute novos estudos para possíveis ampliações futuras da faixa de areia.
