O Porto de São Francisco do Sul deve ganhar uma nova rota de navegação nos próximos dias, em uma mudança que promete aumentar a fluidez das operações marítimas na Baía da Babitonga e reduzir o tempo de deslocamento das embarcações.

A intervenção prevê a criação de uma espécie de “mão dupla” no acesso ao terminal portuário. Na prática, a nova ligação permitirá que dois navios operem simultaneamente na região, utilizando rotas diferentes para entrada e saída, aproveitando também as condições de maré alta.
A obra recebeu licença ambiental do Ibama e será executada por meio de uma dragagem em um trecho de aproximadamente 1,75 quilômetro. Durante os trabalhos, devem ser retirados cerca de 150 mil metros cúbicos de sedimentos do fundo da baía.
A operação será realizada pela draga Galileo Galilei, a mesma embarcação que já atua nas obras de aprofundamento do canal externo e no alargamento da faixa de areia em Itapoá. O material dragado desta nova etapa será descartado em área oceânica autorizada.
Segundo informações do Porto de São Francisco do Sul, a nova conexão ligará a chamada bacia de evolução, espaço utilizado para manobras dos navios, ao canal principal de acesso ao terminal. A expectativa é melhorar o fluxo marítimo e ampliar a eficiência logística da região.
Apesar de ser uma solução moderna para o porto, o trajeto não é totalmente inédito. De acordo com o próprio terminal, a área já chegou a ser utilizada para navegação entre as décadas de 1960 e 1970, período em que o trecho ficou conhecido como “canal da pedra”.
A movimentação portuária na Baía da Babitonga vem passando por uma série de transformações nos últimos meses, impulsionadas pelas obras de dragagem e pelo crescimento das operações logísticas no Norte catarinense. A expectativa do setor é que as melhorias aumentem a competitividade dos portos da região e preparem a estrutura para embarcações cada vez maiores.
