Após quase 14 anos, casal é condenado por homicídio planejado em Garuva

Tribunal do Júri reconheceu que crime foi motivado pelo interesse no patrimônio da vítima; cada réu recebeu pena de 14 anos de prisão em regime fechado

Depois de quase 14 anos de espera, a Justiça condenou um homem e uma mulher pelo homicídio de um morador de Garuva, no Norte de Santa Catarina. O julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri na última terça-feira (8), e terminou com a condenação dos dois réus a 14 anos de prisão em regime fechado, sem o direito de recorrer em liberdade.

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Após quase 14 anos, casal é condenado por homicídio planejado em Garuva (Foto: Tribunal de Justiça de Santa Catarina)

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime ocorreu em novembro de 2012 e teria sido motivado pelo relacionamento extraconjugal mantido entre os acusados. Conforme sustentou a acusação, ambos planejaram a morte da vítima para que pudessem viver juntos e ter acesso ao patrimônio deixado por ela.

Emboscada marcou o crime

Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou que a vítima foi atraída até o local do crime sob o pretexto de participar de uma comemoração do casal. No entanto, ao chegar ao destino, acabou sendo surpreendida em uma emboscada e morta.

O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi praticado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, circunstâncias que qualificaram o crime e resultaram na condenação dos dois envolvidos.

Além da pena de prisão, a Justiça determinou o cumprimento imediato da sentença e negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade.

Família fala em sensação de justiça

A decisão encerra um longo período de espera para os familiares da vítima, que acompanharam o julgamento. Após a sentença, parentes afirmaram que o resultado representa um importante passo para o esclarecimento do caso.

Embora tenham demonstrado alívio com a condenação, familiares destacaram que a decisão judicial não elimina a dor provocada pela perda, mas reconhece a responsabilidade dos envolvidos e encerra um capítulo que se arrastava há mais de uma década.