A recomposição da vegetação de restinga faz parte das ações ambientais ligadas à obra de alargamento da faixa de areia em Itapoá. Até agora, mais de 30 mil mudas já foram plantadas na orla como parte do processo de estabilização das dunas e recuperação do ecossistema costeiro.
A iniciativa integra um plano maior, que prevê o plantio de aproximadamente 280 mil mudas, cultivadas em viveiros instalados na região.

Vegetação é essencial para manter a areia estável
O plantio tem como objetivo principal fortalecer a estrutura natural das dunas, evitando a erosão e ajudando a fixar a areia. Esse tipo de vegetação é considerado fundamental para manter o equilíbrio ambiental da orla e proteger a biodiversidade local.
De acordo com o acompanhamento ambiental da obra, cerca de 33,8 mil mudas já foram plantadas até o momento. As áreas recebem isolamento e sinalização para evitar circulação e garantir o desenvolvimento das espécies.
Obra envolve dragagem e recomposição da faixa de areia
O alargamento da praia utiliza areia proveniente da dragagem do canal externo da Baía da Babitonga, rota utilizada para o acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá. O investimento na obra é de cerca de R$ 333 milhões, com recursos vinculados à atividade portuária.
Atualmente, parte dos trabalhos está temporariamente suspensa devido à manutenção programada da draga responsável pelo serviço. A previsão é que as atividades sejam retomadas nas próximas semanas, com conclusão prevista ainda para o segundo semestre.
O projeto envolve a recomposição de aproximadamente 9 quilômetros de faixa costeira, abrangendo três praias da região.
Espécies escolhidas são típicas da vegetação de restinga
Entre as espécies utilizadas no plantio estão plantas adaptadas ao ambiente litorâneo, como feijão-da-praia, capim-da-praia, bredo-da-praia, rabo-de-bugio (jacarandá-da-mangue), salsa-da-praia e a palmeira quipá.
Além do plantio, o projeto também prevê a instalação de passarelas e estruturas de proteção para preservar as áreas em recuperação.
