Estrutura na região da Baía de Babitonga busca facilitar navegação e ampliar atividades de pesca e lazer
Itapoá passa a contar com um novo ponto de ligação entre o rio Saí-Mirim e o mar. As obras dos molhes foram concluídas e entregues no último sábado (18), criando um acesso que deve facilitar a entrada e saída de embarcações na região da barra.

Estrutura amplia navegação e reduz impactos ambientais
Com mais de 200 metros de extensão e investimento aproximado de R$ 16 milhões, os molhes foram construídos para proteger o canal e permitir a navegação em diferentes condições de maré. A proposta é garantir maior segurança para quem utiliza o local, especialmente pescadores e embarcações de lazer.
Além da melhoria no acesso, a intervenção também busca reduzir riscos de cheias em áreas próximas ao rio e à barra. A obra contribui ainda para a proteção de ambientes naturais como praias, restingas e manguezais, reforçando o equilíbrio ambiental na região.
Dados divulgados apontam que o canal possui cerca de 40 metros de largura, com estruturas que chegam a até 251 metros, contribuindo para o escoamento adequado das águas.
Expectativa é fortalecer turismo e economia local
Com a nova estrutura, a expectativa é que Itapoá avance no turismo náutico, ampliando o fluxo de embarcações e fortalecendo atividades ligadas ao mar. A prefeitura também projeta impactos positivos para a pesca artesanal e para a dinâmica econômica do município.
O secretário de Infraestrutura, Diogo de Latorre, destacou o período de execução da obra, marcado por desafios climáticos, e ressaltou que a estrutura foi planejada para suportar as condições naturais da região e atender às demandas logísticas.
Região reúne belezas naturais e importância histórica
Localizada próxima à Baía de Babitonga, a área é conhecida pela paisagem e pela presença constante de embarcações. A baía está situada na foz do rio Palmital, entre Itapoá, Joinville e São Francisco do Sul.
O entorno também abriga um conjunto de 24 ilhas e uma rica diversidade de espécies marinhas e aves. Entre elas, a Ilha da Rita se destaca por já ter sido utilizada como base de apoio naval durante a Segunda Guerra Mundial.
A entrega dos molhes marca um novo momento para a região, que passa a contar com uma estrutura voltada à navegação, à preservação ambiental e ao desenvolvimento local.
