Draga retorna a Itapoá e retoma obra de alargamento da praia neste fim de semana

Equipamento passou por manutenção fora do país e volta a operar na Baía de Babitonga após pausa técnica

A draga responsável pela obra de alargamento da praia de Itapoá voltou ao litoral catarinense e deve retomar as atividades ainda neste fim de semana. O equipamento retorna após um período fora do país, necessário para manutenção programada e regularização de exigências técnicas.

Retomada ocorre após revisões obrigatórias

A embarcação, que havia se deslocado até a Europa para revisões e renovação de certificados de segurança, passou também por Paranaguá (PR) antes de retornar a Santa Catarina. A expectativa é que a dragagem na Baía de Babitonga seja retomada já no sábado (25), com a volta das operações no local.

Durante o período em que a draga esteve ausente, outras etapas da obra seguiram em andamento. Entre elas, o plantio de mudas nativas, utilizado para estabilizar a areia e reduzir o avanço do mar sobre a faixa de praia.

Projeto já registra avanços importantes

Até o momento, a dragagem já retirou cerca de 4,9 milhões de metros cúbicos de areia do canal da baía. Parte desse material foi destinada à orla de Itapoá, contribuindo para a ampliação da faixa de areia ao longo do município.

A intervenção é considerada a maior do tipo no Brasil em extensão, abrangendo cerca de 8 quilômetros de praia. A expectativa é que o projeto siga avançando com a retomada das operações da draga.

Além da dragagem, o trabalho inclui ações ambientais complementares. Mais de 25 mil mudas já foram plantadas, e a previsão é alcançar cerca de 280 mil até o fim da obra, com espécies cultivadas em viveiros próprios.

Obra também impacta acesso ao porto

O projeto utiliza sedimentos retirados do canal de acesso à Baía de Babitonga, contribuindo também para o aprofundamento da via marítima. Com isso, a profundidade deve passar de 14 para 16 metros, permitindo a entrada de embarcações de maior porte no complexo portuário da região.

A obra é realizada por meio de parceria entre o Porto de São Francisco do Sul e o município de Itapoá, com investimento aproximado de R$ 333 milhões.

A previsão é que os trabalhos avancem ao longo dos próximos meses, com conclusão estimada para o fim de 2026.

Como funciona a draga

A embarcação utilizada na operação é do tipo sucção com auto transporte. O equipamento retira a mistura de areia e água do fundo do mar por meio de um tubo, armazena o material em um compartimento interno e, posteriormente, o transporta até o local de descarte.

Esse material pode ser depositado diretamente na faixa de areia ou em áreas autorizadas em alto-mar, conforme o planejamento da obra.

draga Galileo Galilei
Divulgação: Porto de São Francisco do Sul