Estudo de R$ 1,7 milhão pode abrir caminho para desassoreamento do Rio Saí-Mirim em Itapoá

A Prefeitura de Itapoá poderá avançar nos próximos meses em um projeto considerado estratégico para o enfrentamento de alagamentos e a melhoria do escoamento das águas no município. Está prevista a contratação de estudos técnicos e ambientais voltados ao desassoreamento do Rio Saí-Mirim, com investimento estimado em R$ 1,7 milhão.

A proposta contempla a análise de aproximadamente 22,2 quilômetros do curso do rio, em um trecho que se estende entre a Avenida Pérola do Atlântico e a região da Rua 61, na Barra do Saí.

O objetivo é reunir informações técnicas que permitam avaliar a viabilidade de uma futura obra de desassoreamento, além de identificar outras medidas capazes de reduzir riscos de enchentes em áreas próximas ao rio.

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Imagem: Divulgação

Estudos vão orientar futuras intervenções

De acordo com o projeto, será contratada uma empresa especializada para elaborar levantamentos ambientais, estudos hidrológicos e projetos de engenharia que servirão de base para o processo de licenciamento ambiental e para a futura execução das obras.

Entre os serviços previstos estão levantamentos topobatimétricos, modelagem hidráulica, análises sedimentológicas e a elaboração do projeto executivo de desassoreamento.

Os estudos deverão apontar os pontos mais críticos de acúmulo de sedimentos, calcular o volume depositado no leito do rio e indicar quais intervenções seriam necessárias para aumentar a capacidade de vazão das águas.

Rio tem papel importante no sistema hídrico da cidade

O Rio Saí-Mirim é considerado um dos principais cursos d’água do município e exerce papel relevante no sistema de drenagem da região. Segundo o termo de referência da iniciativa, o rio enfrenta há anos problemas relacionados ao acúmulo de sedimentos em seu leito.

Essa condição reduz a capacidade natural de escoamento e pode agravar episódios de inundação, especialmente em períodos de chuvas intensas associadas às marés elevadas.

Além da avaliação sobre a necessidade de desassoreamento, os estudos também deverão analisar alternativas complementares para reduzir os impactos das enchentes, como obras de contenção, implantação de canais, bacias de retenção e sistemas de monitoramento hidrológico.

Próxima etapa depende dos estudos

Somente após a conclusão dos levantamentos técnicos e da obtenção das licenças ambientais será possível definir a viabilidade das intervenções e buscar recursos para a execução das obras.

A expectativa é que os estudos forneçam um diagnóstico detalhado da situação atual do Rio Saí-Mirim e apontem as soluções mais adequadas para melhorar o escoamento das águas e aumentar a segurança das áreas próximas ao curso do rio.