Trecho final de 200 metros foi executado nesta semana, encerrando a intervenção nas praias Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar. Dragagem da Baía da Babitonga continua.
A obra de alargamento da faixa de areia de Itapoá foi concluída nesta semana, encerrando uma intervenção que modificou 8,8 quilômetros da orla do município.
Até a semana passada, os trabalhos haviam alcançado 8,6 quilômetros, o equivalente a 98% do projeto. Restavam cerca de 200 metros próximos ao Porto Itapoá. Esse trecho final foi executado na segunda-feira (24), levando a obra aos 8,8 quilômetros previstos.
A intervenção atingiu as praias Figueira do Pontal, Pontal do Norte e Princesa do Mar. Dependendo do ponto da orla, a faixa de areia ganhou entre aproximadamente 50 e 200 metros de largura.
Areia retirada da Babitonga foi usada na praia
O alargamento está diretamente ligado à dragagem do canal de acesso da Baía da Babitonga.
Parte dos sedimentos retirados do fundo da baía durante o aprofundamento do canal foi transportada para a costa e utilizada na ampliação das praias de Itapoá.
A operação é considerada inédita no país por utilizar, em uma obra de alargamento de praia, material proveniente de uma dragagem portuária.
Nem todo o volume retirado da baía foi destinado à orla. O material que não apresentava condições para utilização na praia foi levado para uma área de descarte autorizada pelo Ibama em alto-mar.

Mudança também busca reforçar proteção da costa
O resultado mais visível da obra é a nova dimensão da faixa de areia, mas a intervenção também tem função de proteção costeira.
Itapoá enfrenta episódios de erosão marítima, e a ampliação da praia cria uma faixa adicional entre o avanço do mar e as áreas urbanizadas.
Segundo informações divulgadas pelo município, esse reforço da costa está entre os benefícios esperados com a obra.
A nova configuração também altera a experiência de quem utiliza essas praias. Em alguns pontos, moradores e turistas agora precisam atravessar uma distância significativamente maior entre a urbanização e a linha d’água.
Passarelas começaram a ser implantadas para facilitar esse acesso.
Dragagem ainda não terminou
Apesar da conclusão do alargamento, a obra marítima que deu origem ao projeto continua.
Na semana passada, quando ainda faltavam os 200 metros finais da praia, a dragagem da Baía da Babitonga estava em 80% de execução. Até aquele momento, cerca de 9,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos haviam sido retirados de um total previsto de 12 milhões.
Com o avanço dos trabalhos, informações divulgadas nesta semana indicam que a dragagem já alcançou cerca de 88%.
O aprofundamento do canal tem como objetivo permitir a navegação de embarcações maiores para os terminais instalados na região. A previsão é que o acesso passe a receber navios de até 366 metros de comprimento e capacidade para 16 mil TEUs.
Projeto de R$ 333 milhões
O conjunto da intervenção envolve investimento de R$ 333 milhões, compartilhado entre o Porto de São Francisco do Sul e o Porto Itapoá.
Do total informado, R$ 33 milhões são provenientes do porto público e R$ 300 milhões do terminal privado.
Com a conclusão dos 200 metros restantes, encerra-se agora a etapa mais visível para a população de Itapoá: a formação da nova faixa de areia.
A dragagem, porém, segue dentro da Baía da Babitonga. Enquanto esse trabalho continua, o município começa a entrar em outra fase, marcada pela adaptação dos acessos e pelo uso de uma orla que passou por uma das maiores mudanças físicas de sua história recente.
