Replantio de restinga avança em Itapoá com produção de mais de 130 mil mudas para recuperação da faixa costeira

Além da movimentação de máquinas na faixa de areia, a recuperação da orla de Itapoá também avança com um importante trabalho de recomposição da vegetação nativa. O projeto já contabiliza a produção de cerca de 134 mil mudas de espécies típicas da restinga, utilizadas na recuperação ambiental das áreas contempladas pelo alargamento das praias.

Replantio-vegetação
Replantio de vegetação ajuda a proteger dunas e fortalecer faixa costeira em Itapoá – Foto: Itapoá

A iniciativa integra as ações ambientais previstas durante a obra de recuperação costeira e tem como objetivo fortalecer a formação das dunas naturais, contribuindo para reduzir os efeitos da erosão e aumentar a estabilidade da faixa litorânea.

Segundo o acompanhamento do projeto, a meta é produzir aproximadamente 280 mil mudas até o fim dos trabalhos. Parte desse material já foi utilizada nas primeiras etapas de plantio, enquanto novas mudas seguem sendo cultivadas para as próximas fases da recuperação ambiental.

As obras estão concentradas atualmente na região da Figueira do Pontal, última etapa do alargamento das praias Pontal do Norte e Princesa do Mar. A previsão contratual é que toda a intervenção seja concluída em setembro.

A vegetação utilizada é produzida em viveiro próprio a partir da coleta de sementes, estolões e plântulas obtidas principalmente em áreas de Itapoá. Entre as espécies cultivadas estão grama-da-praia, capim-da-praia, bredo-da-praia, salsa-da-praia, rabo-de-bugio, além de arbustos como a aroeira-da-praia e a palmeira quipá.

Antes do replantio, as equipes realizam a conformação das dunas e delimitam as áreas com cercamento e sinalização para proteger o desenvolvimento da vegetação até que as plantas estejam plenamente estabelecidas.

A recomposição da restinga faz parte das medidas ambientais associadas ao alargamento da faixa de areia, executado com sedimentos provenientes da dragagem do canal externo da Baía da Babitonga. Além de ampliar a faixa de praia, a iniciativa busca devolver características naturais ao ambiente costeiro, favorecendo a proteção da orla diante da ação do mar.

A obra é contratada pelo Porto de São Francisco do Sul, com investimento de R$ 327 milhões. A maior parte dos recursos é proveniente do pagamento antecipado de tarifas portuárias realizado pelo Porto Itapoá.