O projeto do futuro terminal portuário privado da Coamo Agroindustrial Cooperativa, previsto para ser instalado em Itapoá, deu mais um passo no processo de implantação. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) habilitou o empreendimento, permitindo que o processo siga para a etapa de viabilidade locacional, uma das fases necessárias para obtenção da autorização federal.
O novo terminal representa um investimento estimado em R$ 3 bilhões e será construído na modalidade de Terminal de Uso Privado (TUP). Paralelamente à tramitação na Antaq, o projeto também aguarda o licenciamento ambiental junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), onde está em análise o pedido de Licença Prévia.
A expectativa da cooperativa é iniciar as obras em 2027. Caso o cronograma seja mantido, a operação do porto deverá começar em 2030.

Voltado principalmente à exportação de grãos produzidos pelos cooperados, o terminal foi projetado para movimentar cerca de 7 milhões de toneladas desse tipo de carga por ano. Considerando também fertilizantes, combustíveis líquidos e gás liquefeito de petróleo (GLP), a capacidade total deverá atingir aproximadamente 10,9 milhões de toneladas anuais.
O empreendimento contará com três berços de atracação instalados em um píer construído sobre estacas, em uma área de maior profundidade, permitindo a operação de navios de grande porte.
Para atender à futura demanda logística, o acesso ao terminal será realizado pela estrada municipal José Alves, que se conecta à BR-101 por meio da SC-416. A rodovia estadual já possui projeto de duplicação por parte do Governo de Santa Catarina, enquanto a Prefeitura de Itapoá busca recursos para ampliar a capacidade da via municipal.
A Coamo, considerada a maior cooperativa agroindustrial do Brasil, registrou receita de R$ 28,7 bilhões no último ano. O novo terminal integra a estratégia da cooperativa para ampliar sua estrutura logística e fortalecer o escoamento da produção agrícola destinada ao mercado internacional.
Com o avanço da análise na Antaq, o projeto segue cumprindo as etapas técnicas e ambientais necessárias até que possa receber autorização definitiva para sair do papel.
